Há alguns anos, comprar anúncios na “televisão” parecia algo reservado apenas para bancos, refrigerantes e grandes redes. Hoje, muitas pessoas sentam-se em frente a uma Smart TV, abrem seu aplicativo de streaming favorito e veem anúncios de uma lanchonete local, uma clínica de bairro ou da loja online de um empreendedor. A televisão já não é exclusividade das grandes marcas, e isso abre uma janela enorme para quem souber aproveitá-la.
Os números sustentam essa mudança: projeta-se que o mercado de vídeo OTT no México alcance receitas de 2,82 bilhões de dólares este ano, com uma taxa de crescimento anual composta de 5,81% até o final da década, segundo estimativas da Statista para o mercado de Vídeo OTT no México. Essa combinação de crescimento sustentado e adoção massiva de plataformas de streaming torna os anúncios OTT um dos canais mais interessantes para as marcas mexicanas neste momento.
O que é OTT e por que todos falam sobre isso?
OTT (over-the-top) é basicamente qualquer conteúdo de vídeo que chega pela internet, sem passar por uma operadora tradicional de cabo ou satélite. Na prática, é tudo o que as pessoas assistem em aplicativos como Pluto TV, Roku Channel, serviços de streaming, canais gratuitos com anúncios e muitas outras plataformas que vivem dentro da televisão conectada, celulares, tablets ou computadores.
Quando se fala em anúncios OTT, refere-se aos spots de vídeo que aparecem dentro desse ecossistema: antes de um episódio, em cortes naturais de um programa ao vivo ou em canais gratuitos financiados por publicidade. O interessante é que, embora a experiência para o usuário pareça “televisão”, por trás ela funciona com tecnologia digital: segmentação por público, compra automatizada de espaços e métricas em tempo real.
O boom do streaming no México e na América Latina
O consumo de vídeo pela internet já faz parte da rotina diária no país. Um relatório da Comscore mostrou que 67% das pessoas no México consomem conteúdo através de dispositivos de televisão conectada, destacando especialmente filmes, séries e futebol como os formatos favoritos, segundo este relatório da Comscore sobre streaming no México. Esse número reflete algo que qualquer um pode ver em sua casa: a tela grande agora é, acima de tudo, uma tela de internet.
A tendência não se limita apenas ao México. Estima-se que na região haverá mais de 101 milhões de lares consumindo conteúdos em plataformas OTT, o que representa uma penetração de 53,19% entre os lares latino-americanos, de acordo com uma análise publicada pela Revista PRODU sobre consumo OTT na América Latina. Isso significa que metade dos lares da região já assiste a esse tipo de conteúdo de forma habitual.
Para os anunciantes, isso implica uma mudança de mentalidade. Deixar de pensar apenas em “comprar um canal” e começar a pensar em “comprar públicos que passam muitas horas em frente à televisão, mas conectada”. As plataformas OTT permitem chegar a esses lares com mensagens muito específicas, mesmo quando não estão assistindo a conteúdo pago tradicional.
Por que os anúncios OTT são tão atraentes para marcas e PMEs
Um dos grandes atrativos dos anúncios OTT é a precisão. A publicidade em streaming permite segmentar por localização, interesses, tipo de conteúdo que as pessoas assistem e horários, algo quase impossível na televisão aberta tradicional. Como explica um especialista do setor, “a integração de publicidade nas plataformas de streaming e OTT transformou o marketing digital, permitindo segmentação precisa, maior interatividade e medição em tempo real”, segundo uma publicação do CincoDías sobre a revolução publicitária das plataformas de streaming. Essa mistura de TV + dados é exatamente o que muitas marcas buscavam.
Além disso, o formato é ideal para negócios que já criam conteúdo em vídeo para redes sociais. Um anúncio de quinze ou trinta segundos que hoje só vive no Instagram ou TikTok pode ser facilmente adaptado para aparecer diante de um público que está relaxado, com a atenção na tela grande da casa e com menos distrações. E graças a plataformas self-service de publicidade em streaming, como a Masha, as PMEs podem aparecer na TV conectada sem depender de grandes agências nem de processos complicados.
Principais tendências de anúncios OTT para este ano
O ecossistema OTT está evoluindo rapidamente. Entre mudanças nos hábitos de consumo, novas tecnologias e maior concorrência entre plataformas, há várias tendências que é preciso ter em mente antes de lançar campanhas neste canal. Algumas afetam diretamente o custo da publicidade e a facilidade de medir resultados, por isso são valiosas para quem gerencia orçamentos de marketing.
Televisão conectada no centro da sala
A televisão conectada consolida-se como o dispositivo principal do lar para o consumo de conteúdo OTT. Embora o celular continue sendo importante, cada vez mais famílias preferem assistir a séries, filmes e esportes na sala, em uma tela grande. Isso muda o contexto do anúncio: as pessoas estão mais relaxadas, muitas vezes acompanhadas, e a peça criativa pode aproveitar melhor elementos visuais de alto impacto.
Para as marcas, isso significa adaptar a mensagem ao “momento sofá”: histórias claras, logotipos visíveis, chamadas para ação simples e um foco mais voltado à construção de marca do que ao clique imediato. Ainda assim, graças à mensuração digital, é possível ver quantas pessoas assistiram ao anúncio completo, em quais cidades ele teve melhor desempenho e quais dispositivos geraram mais alcance.
Publicidade programática e compra self-service
Outra tendência clara é o crescimento da publicidade programática no México. Uma análise da OpenX estima que o investimento em publicidade programática no país atingirá cerca de 5,68 bilhões de dólares este ano e poderá chegar a 8 bilhões nos próximos, posicionando o México como o segundo maior mercado programático da América Latina, de acordo com este relatório da OpenX sobre a revolução programática no México. Esse crescimento reflete-se também na forma como os anúncios OTT são comprados.
Para as PMEs, isso se traduz em plataformas cada vez mais parecidas com as que já utilizam para redes sociais: painéis intuitivos, campanhas que são ativadas ao carregar fundos, segmentação flexível, possibilidade de pausar ou ajustar mensagens e métricas em tempo real. A Masha, por exemplo, permite criar campanhas de Streaming TV e CTV com apenas alguns cliques, sem contratos longos, sem intermediários e com investimento flexível, para que empresas de todos os tamanhos possam experimentar a TV conectada sem receio.
Mais dados, mas com foco na experiência
O aumento nos dados disponíveis não serve apenas para segmentar melhor, mas também para cuidar da experiência do usuário. As plataformas OTT ajustam a frequência dos anúncios, evitam exibir a mesma peça muitas vezes e buscam formatos que não interrompam tanto o momento de entretenimento. Para as marcas, isso implica criar mensagens que conectem rapidamente, que respeitem o contexto e que agreguem valor, seja por meio de informações úteis, humor ou empatia.
A otimização contínua também se torna fundamental: revisar relatórios em tempo real, identificar quais criativos funcionam melhor, quais públicos respondem mais e quais horários convém reforçar. Uma abordagem de teste e aprendizado constante pode fazer a diferença entre uma campanha que apenas “passa na TV” e outra que realmente gera vendas, tráfego ou reconhecimento de marca.
Regulamentação e segurança de marca: o que você precisa saber
O crescimento do OTT também chamou a atenção dos reguladores. No México, o governo propôs uma reforma na Lei Federal de Telecomunicações e Radiodifusão que prevê multas entre 2% e 5% da receita para concessionárias que transmitam propaganda de governos estrangeiros, algo que inclui plataformas digitais, segundo reporta um artigo do El País sobre a reforma no MéxicoEmbora esta medida esteja focada em conteúdos políticos, ela define o tom de um ambiente regulatório cada vez mais vigiado.

Para os anunciantes comerciais, a mensagem é clara: trabalhar com plataformas formais, cuidar do cumprimento de políticas de conteúdo e garantir que seus anúncios apareçam em ambientes seguros para a marca. Ferramentas de controle de posicionamento, listas de bloqueio de conteúdos sensíveis e acordos transparentes com parceiros tecnológicos fazem parte do novo manual de boas práticas em OTT.
Como as PMEs podem aproveitar os anúncios em OTT
As pequenas e médias empresas estão em um momento ideal para entrar no OTT. Antes, anunciar na TV implicava processos lentos, investimentos mínimos altos e negociações complicadas com intermediários. Hoje, uma PME pode planejar uma campanha focada apenas em sua cidade ou estado, com investimento ajustado à sua realidade e sem assinar contratos de longo prazo.
Plataformas self-service como a Masha ajudam exatamente nessa missão: permitem subir o vídeo, escolher zonas geográficas, definir que tipo de público se deseja alcançar (hobbies, interesses, hábitos de consumo de conteúdo) e lançar a campanha de forma quase imediata. Tudo sem linguagem técnica complicada e com um painel onde se veem as métricas em tempo real: quantas pessoas viram o anúncio, em quais dispositivos e qual alcance foi obtido.
Passos práticos para lançar sua primeira campanha
Para uma PME que nunca fez publicidade em OTT, o primeiro passo é escolher um objetivo claro: você quer que mais pessoas conheçam sua marca?, promover uma oferta específica?, levar tráfego para seu site ou loja física? Com isso definido, é possível adaptar o vídeo: mensagens curtas, claras, com a marca visível desde os primeiros segundos e uma chamada para ação simples (“busque-nos em…”, “acesse…”, “visite-nos em…”).
Depois vem a segmentação. Em vez de tentar falar com “todo o país”, convém começar com zonas específicas onde seu negócio já tem presença ou capacidade de atender à demanda. As ferramentas de segmentação por estado, cidade ou tipo de público permitem testar, aprender e depois escalar. O importante é pensar na campanha como algo vivo: é possível ajustar a mensagem, mudar criativos ou mover o orçamento conforme a resposta.
Dicas para aproveitar melhor seu orçamento
Um erro comum é copiar o mesmo comercial que seria usado na TV tradicional, sem pensar no ambiente digital. No OTT, aproveitar as métricas significa testar várias versões do anúncio, brincar com diferentes chamadas para ação e analisar o que combina melhor com cada público. Às vezes, uma pequena mudança na primeira frase ou na imagem de abertura pode melhorar muito o desempenho.
Também ajuda coordenar a campanha de OTT com outros canais. Por exemplo, lançar anúncios em streaming ao mesmo tempo que uma campanha em buscadores ou redes sociais, de modo que, quando a pessoa vir o anúncio na TV e depois buscar o produto no celular, encontre a marca imediatamente. Essa combinação reforça a lembrança e aumenta as possibilidades de conversão sem precisar multiplicar o orçamento.
Caso prático: de anúncio em redes sociais a anúncio na tela grande
Imagine uma loja de roupas local que já investe um pouco em anúncios de vídeo nas redes sociais, mas sente que não está sendo suficiente para alcançar novos públicos. Em vez de começar do zero, ela pode pegar suas melhores peças de vídeo, adaptar o formato para OTT (resolução, duração, mensagens mais claras) e usar uma plataforma self-service para anunciar em TVs conectadas dentro da sua própria cidade.
Durante algumas semanas, a marca pode observar métricas como alcance por zona, tempo de visualização e desempenho por tipo de conteúdo (por exemplo, como se sai em canais de esportes vs. canais de entretenimento). Com esses dados, ajusta a mensagem, reforça os públicos que melhor respondem e começa a notar algo fundamental: já não compram apenas quem a segue nas redes, mas também pessoas que jamais tinham visto seu perfil, mas se depararam com a marca relaxadas, vendo sua série favorita na sala de casa.
O que vem a seguir: oportunidades para os próximos anos
A adoção de OTT ainda tem margem para crescer na região. O dado de mais de 101 milhões de lares latino-americanos consumindo conteúdo em plataformas OTT, com uma penetração de 53,19%, sugere que o mercado está apenas entrando em uma fase de maturidade, segundo as projeções coletadas pela Revista PRODU sobre o número de lares OTT na América Latina. À medida que mais pessoas migram definitivamente da TV tradicional para a conectada, os anúncios OTT deixarão de ser "inovadores" para se tornarem um item básico do plano de mídia.
Para as marcas mexicanas, a oportunidade está em entrar agora, aprender como o canal funciona e construir experiência interna antes que todos estejam competindo pelos mesmos espaços. Começar com campanhas pequenas, testar diferentes mensagens e contar com plataformas que simplifiquem o processo faz com que anunciar em Streaming TV deixe de ser um sonho distante e se torne uma parte natural da estratégia de marketing. Quem conseguir combinar o poder da TV com a precisão do mundo digital terá uma vantagem real nos próximos anos.
Com o panorama dos anúncios OTT no México mostrando um futuro promissor e acessível, é o momento perfeito para o seu negócio se destacar. A Masha oferece a oportunidade de entrar no mundo da publicidade em televisão via streaming com facilidade e a um custo acessível. A partir de apenas $2.000 MXN, você pode segmentar seu público, escolher suas plataformas preferidas e obter métricas em tempo real, tudo com um cadastro que leva menos de 5 minutos. Não perca a oportunidade de ver sua marca na tela grande e aproveite o preço competitivo a partir de $0,01 por visualização. Pronto para lançar sua primeira campanha na TV?


